Brasil se torna o maior exportador de milho

Brasil se torna o maior exportador de milho

Fatores naturais (como seca, queimadas, atraso no plantio e redução de área cultivada) e fatores econômicos (aumento das exportações em relação ao câmbio favorável) têm levado em direção à insuficiência de milho. Situação que pode prejudicar as cadeias produtivas de proteína animal e o parque agroindustrial, ao contrário do setor de produção do grão.

Por conta da cotação internacional favorável, a venda externa e a exportação do produto foi inevitável em 2019. Com isso, a enxugada no mercado interno levou a escassez do milho-grão, o que elevou seu preço.

Esse contexto levou o Brasil a superar os Estados Unidos, o tornando o maior exportador de milho do planeta no ano passado. Foram enviados 44,9 milhões de toneladas do produto, o que garantiu um crescimento de 88% em relação a 2018.

Já para este ano, pelo menos durante o primeiro semestre, a previsão é de preços estáveis para o mercado brasileiro. Porém, a tendência é de uma oferta apertada em relação à demanda pela mercadoria. Estima-se que em 2020 a produção brasileira do grão tenha uma queda de 3% em relação ao ano anterior (107,375 milhões de toneladas em 2019), produzindo 104,135 milhões de toneladas de milho.

A grande demanda externa por milho deve baixar bastante a disponibilidade do grão no nosso país. Consequentemente, o mercado interno fica dependente da segunda safra (ou “safrinha”), colhida em julho. A questão é que a produção do segundo semestre estará totalmente sujeita ao clima. O equilíbrio entre oferta e demanda será mantido caso as chuvas favoreçam.

Fonte: Agrolink

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