O período de seca interfere diretamente na pecuária leiteira, isso porque são meses em que a pastagem convencional e o estoque deixa de suprir as exigências dos animais. Todavia, a suplementação passa a ser necessária para que não haja queda no volume do leite

Mas, engana-se quem pensa que esse momento é de prejuízos, visto que, é nessa hora, que os laticínios proporcionam uma melhor remuneração, tornando-se propício ao produtor maximizar a produção e alavancar seus resultados. Segundo João Bosco da Silva Diogo, proprietário do Laticínios Minas Colonial, até março desse ano, uma nova forma de bonificação será paga aos produtores que se encontram otimistas com a novidade. “Listaremos alguns pontos que devem ser considerados por quem deseja lucrar mesmo durante a seca; que é justamente o momento que a alimentação mais pesa nos custos. Ressaltando que não existe uma fórmula mágica para tudo isso, e sim um manejo feito de forma correta”.

O primeiro ponto, quando se fala em reduzir custos, é a alimentação. Geralmente, o que boa parte dos produtores busca como solução é a redução do trato alimentar; no entanto, a tendência é que a produção do leite diminua e a receita bruta da propriedade caia em proporções ainda maiores. Então, a melhor opção passa a ser pela busca de alimentos alternativos, desde que a dieta das vacas lactantes sejam devidamente balanceadas.

Outro fator relevante é sempre manter baixos índices de mastite, pois quanto menor a taxa de contaminação maior a qualidade do leite. Vacinação em dia, ausência de animais doentes, cascos saudáveis, cuidados pré e pós-parto também são sempre boas estratégias para quem deseja melhorar a qualidade produtiva e reduzir os custos de produção. E, em situações extremas, outra medida é desfazer-se parcialmente de novilhas e vacas secas presentes no rebanho; o aconselhável é que esse número não ultrapasse 20% do número total de animais.

Não é difícil manter a eficiência dentro de uma propriedade desde que tenha sempre monitoramento e avaliação, para que se consiga trabalhar com alta rentabilidade.

Por Thaismara Fonseca

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