Como tratar a “doença do caroço” da sua criação?

Como tratar a “doença do caroço” da sua criação?

Primeiramente, o que é a “doença do caroço”?

A linfadenite caseosa, também conhecida como mal do caroço, síndrome da ovelha magra ou síndrome do caprino definhado, é uma das doenças que mais prejudica produtores de ovinos e caprinos. É uma enfermidade infectocontagiosa crônica causada pela bactéria Corynebacterium pseudotuberculosis, que se caracteriza pelos caroços que esta efetua em suas vítimas. Esses caroços, ou abscessos, podem se manifestar debaixo das orelhas ou da mandíbula, no pescoço, na frente do pernil, palheta, ou até mesmo afetando órgãos internos do seu animal, como pulmões e fígado. A doença não tem cura, e causa nos animais perda de peso, diminuição da sua carne e do volume de leite produzido, além de desvalorizar de sua pele na indústria do couro.

Fique atento aos seus sintomas:
-inflamação dos linfonodos (linfadenite);
-inchaços com pus;
-anorexia;
-dificuldade de respiração;
-prostração;
-paralisia;
-diminuição da atividade ruminal.

Como resguardar seus animais desta doença?

A doença do caroço se prolifera através dos animais já infectados. Através de secreções, do pus de um caroço, de suas fezes ou do seu leite, são contaminados os seus companheiros de aprisco. O material de um único caroço é capaz de infectar todo um rebanho, e como não há medicamentos capazes de uma ação eficaz contra sua bactéria. Por isso, a melhor maneira de combater a enfermidade é por meio do controle e da prevenção.
Caso não haja episódios da doença no seu rebanho, evite a aquisição de animais infectados pela linfadenite. Para manter-se sem ocorrências da mazela, as recomendações são de vacinação dos filhotes a partir dos três meses de idade, a devida higienização do local, e a inspeção dos animais quinzenalmente, para averiguar a ocorrência de abscessos. Além disso, é preciso tratar corretamente cortes, ferimentos e cordões umbilicais, no caso de recém-nascidos, pois estas são possíveis portas de entrada para a bactéria.

Como tratar um rebanho com animais infectados?

Aconselha-se a separação dos espécimes doentes do rebanho saudável, para a drenagem dos abscessos. Para isso, é preciso lavar a região do caroço com água e sabão, depois depilar esta região, desinfectar com álcool iodado, retirar o pus, desinfectar o ferimento, e manter o animal separado até a cicatrização da ferida.
É preciso realizar este processo usando luvas. A secreção expelida do caroço deve ser queimada, depois enterrada. O material utilizado para o corte e drenagem deve ser desinfectado. Caso o animal volte a apresentar caroços, afaste-o definitivamente do rebanho, pois sua infecção pode não ser apenas local, mas já ter tomado seu organismo de forma generalizada. Esta infecção generalizada aumenta mais o risco de contágio pelo resto do rebanho.
Havendo uma fêmea contaminada, seu leite poderá ser utilizado na alimentação de filhotes se este passar pelo processo de pasteurização ou fervura, eliminando assim as bactérias. Então, servir o leite às crias aos 37°C.

Fonte: LabDoc, Nordeste Rural, Globo Rural

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