Mercado de sorvete vive expansão

Sorveteria

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes apontou que o consumo de sorvetes no nosso país, em dez anos, aumentou 80%. Com esse mercado em expansão, muitas pessoas têm enxergado a grande oportunidade de negócio e investido tanto na produção de sorvetes quanto na criação de escolas que visam ensinar esse ofício.

Walter Torrado, por exemplo, ingressou na área há dois anos. Embora seja formado em engenharia, decidiu fazer alguns cursos para aprender a fazer sorvetes e hoje tem uma pequena fábrica, de nome Sorvetes Naturale.

Segundo o empresário, as paletas mexicanas estavam em seu auge quando começou a investir no segmento. “Entendi que era modismo e segui outros caminhos. Criei sorvetes artesanais recheados, alcoólicos e de tamanho menor, com 76 gramas. As paletas têm 125 gramas. Faço misturas inusitadas e inovei no formato com o minipicolé aperitivo de 35 gramas, que é vendido para bares e restaurantes e usado para acompanhar batidas de frutas. Vou brincando com os formatos. Fazer o curso e produzir sorvetes qualquer um faz. O difícil é achar um modelo de vendas original. Esta é a minha briga.”

Para Torrado, possuir um ponto fixo de venda é decisivo para um faturamento constante. “A demanda de festas e eventos é flutuante. Agora, estou adotando pontos fixos em cantinas de universidades.”

Ele conta que investiu R$ 80 mil para montar a fábrica e R$ 40 mil em um veículo refrigerado. Hoje, sua empresa conta com três funcionários fixos. Também afirma que o fato de não haver adição de ingredientes artificiais no seu produto é um diferencial atrativo para os clientes e, embora essa técnica exija muito mais trabalho para achar o ponto certo da receita, o retorno é compensador.

Renato Marques de Sena também é outro que apostou no segmento e está muito satisfeito com o empreendimento. “Moro em Uberlândia (MG) com minha mulher e temos familiares em Goiânia (GO). Sempre que íamos visitá-los, comprávamos sorvete em uma gelateria da cidade, que estava sempre lotada. Pesquisamos o mercado e percebemos que ele está em expansão. Fiz alguns cursos e iniciei a fabricação de sorvetes.”

Sena, que também é advogado, montou a empresa Empório Gelato Artesanal em agosto de 2015. Ele afirma que não tem o que reclamar do mercado. “O que foi planejado está sendo executado. Todos que experimentam meus produtos dizem que é o melhor que já provaram no Brasil. A produção é 100% artesanal e natural. Não utilizo gordura vegetal hidrogenada, estabilizante e corante. Uso leite tipo A e frutas naturais.”

 

Chefs criam escolas e conciliam aulas e consultoria

Aos 32 anos, Francisco Sant’Ana resolveu deixar o serviço público e apostar na gastronomia. “Fui estudar cozinha no Instituto Formativo Italiano (ICIF), instalado na Universidade de Caxias do Sul (RS), e acreditado pela região italiana do Piemonte. Me especializei em sorveteria e em confeitaria industrial. Hoje, dou duas semanas de aulas na Escola Sorvete, que fundei no ano passado, e no restante do mês viajo para diversos pontos do mundo dando consultoria.”

Segundo ele, suas turmas são sempre compostas por alunos com perfis muito variados, mas todos interessados a empreender mesmo durante a crise. Para o professor, o motivo disso é o crescimento e popularização das pequenas fábricas de sorvetes. “Incentivo que meus alunos criem suas próprias receitas”, confessa Sant’Ana que, quando não está ministrando suas aulas, aluga a cozinha da sua escola para que os pequenos empreendedores possam produzir seus produtos.

 

O também chef de cozinha Carlos Balotta possui especialização em sorvete e, há alguns anos, montou a Gelado Escola de Sorvete Gourmet. Hoje, o negócio tem dois funcionários fixos e seis professores, incluindo ele.

Segundo um levantamento que ele promoveu em sua escola, 50% a 60% dos alunos têm a intenção de abrir negócio na área, 30% já estão inseridos no mercado, querendo apenas reciclar seus conhecimentos, e os últimos 10% são os apaixonados por sorvete que fabricam por hobby.

Sua escola também oferece aulas de administração de sorveterias. Diante disso, Balotta também apontou que parte de seus alunos quer empreender pretende montar negócio no exterior. “Percebemos esse movimento e estamos surfando nessa onda de mercado. Treinamos essas pessoas e montamos o negócio, eles só vão administrar a sorveteria. Já temos dois casos em Portugal e três nos Estados Unidos.”, conta ele.

 

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Fonte: Estadão - estadao.com.br

Por Bruna Falcone Zauza

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