Melhorando a conservação dos alimentos com nanotecnologia

Melhorando a conservação dos alimentos com nanotecnologia

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), de cada 10 caixas de frutas e hortaliças produzidas, 4 são desperdiçadas. Entre os principais causadores de perdas destes alimentos estão altas temperaturas e manuseio intensivo.

O Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio, da Embrapa, fica em São Carlos. Nele, têm se desenvolvido resoluções contra o desperdício de alimentos a partir da nanotecnologia.

Nano” diz respeito a escala das partículas produzidas. Assim como um milímetro é um metro dividido em mil, um nanômetro é um metro dividido em um bilhão.

A chamada “nano emulsão” é uma cera líquida com estas partículas minúsculas, que é feita de carnaúba, palmeira nordestina. Esta cera tem sido testada para aumentar a conservação das frutas. Fora da geladeira, elas costumam durar em média uma semana, dependendo do tipo. Com a nova técnica, podem durar mais que o dobro deste tempo, mesmo em temperatura ambiente.

Tudo isso, sem adição de produtos sintéticos e sem alterar o sabor do alimento. Como a cera é 100% vegetal, é portanto, segura para o consumo.

A conservação acontece porque o produto cria uma camada que diminui o oxigênio que entra no fruto, reduzindo assim o seu metabolismo, além de aumentar a produção de gás carbônico.

As nanopartículas desenvolvidas permitem a proteção do alimento de forma mais eficaz devido a este tamanho reduzido. Além de uma barreira física contra os microorganismos, elas conferem maior adesão em outros materiais, e aumentam a eficiência de aplicação de diversas substâncias na agricultura e na pecuária.

Fonte: Globo Rural, Jornal Nacional

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