É preciso ficar alerta com a ferrugem da soja!

Na atual safra (2019/2020), houve 68 ocorrências da ferrugem até o dia 28 de janeiro, enquanto na safra anterior (2018/2019), chegou a 242 ocorrências no mesmo período. Porém, as volumosas chuvas do início de 2020 oferecem condições favoráveis à uma retomada da doença.

Mas o que é a ferrugem da soja?

A ferrugem asiática da soja é uma das doenças mais severas da cultura, capaz de arrebatar até 90% de uma produção. É causada pelo Phakopsora pachyrhizi, fungo que só sobrevive e se reproduz em plantas vivas. Além disso, a praga é capaz de parasitar vegetais em qualquer nível de desenvolvimento, e seu fungo pode infectar cerca de 150 espécies de leguminosas.

No continente americano, o mal se espalhou a partir do Paraguai, no ano de 2001. Seus primeiros registros no país foram no Paraná, e rapidamente a ferrugem se espalhou para as outras regiões produtoras de soja do Brasil.

Como monitorar a plantação?

As condições ideais para a proliferação do fungo são pelo menos 6 horas de boa umidade nas folhas, e temperatura de 15 a 25°C. O clima chuvoso, como tem sido neste verão, favorece o alastramento da praga, e por este motivo, é necessário vigilância constante.

Uma ferramenta que pode te ajudar no monitoramento da ferrugem da soja na sua região, é o Consórcio Antiferrugem.

Para monitorar sua plantação, comece buscando por sintomas nos terços médio e inferior das plantas, principalmente onde acumular maior umidade. É importante reconhecer que a lavoura está doente o quanto antes, para melhor controlar a praga e diminuir as perdas.

Após alguns dias de infecção, pode-se observar os sintomas: pequenos pontos escuros na face superior das folhas variando de cor verde a cinza, já na face de baixo surgem lesões cor castanho ou marrom. Nestas lesões, brotam os esporos, que são os ovos do fungo. Os esporos serão lançados pelo ar, e levados pelo vento para o próximo hospedeiro.

Como usar fungicidas?

O combate a ferrugem da soja pode ser feita com fungicidas. Eles podem ser utilizados para prevenir a praga ou após a identificação dos primeiros sintomas.

Para ajudar na escolha do produto combativo, a Embrapa realiza um estudo durante toda a safra do grão. Nele são registrados a eficiência dos fungicidas no controle da ferrugem, a severidade da doença, a porcentagem de controle, a produtividade e porcentagem de redução de produtividade.

Acesse aqui os dados obtidos durante a safra 2018/2019.

Mas existe um problema: os fungicidas perdem a efetividade com o tempo. Conforme passam as gerações de fungos, sobrevivem os mais adaptados aos produtos existentes. O uso errado do combativo só acelera este processo. Para reduzir a resistência da praga aos defensivos, tome medidas, como:

  • Realizar rotação de fungicidas com diferentes modos de ação;
  • Uso do fungicida somente na época, na dose e nos intervalos de aplicação recomendados no rótulo/bula;
  • Utilizar outras medidas de manejo (integração);
  • Redução do número de aplicações e calendarização da semeadura;
  • Consultar um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) para auxiliar nas recomendações.

Pode-se também usar programas de computador que auxiliam na identificação e combate à pragas e doenças das plantações.

Fonte: Aegro

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *