No Brasil, cresce a procura por defensivos biológicos

No Brasil, cresce a procura por defensivos biológicos

Produtos mais naturais

Ao redor do mundo aumenta a demanda por uma agricultura cada vez mais integrada ao meio ambiente. Além disso, existe a preocupação de quanto dos químicos e elementos sintéticos utilizados na proteção de lavoura serão ingeridos pelo consumidor final.

Por este motivo, cresce a procura e a utilização de defensivos biológicos. Segundo Marcelo Poletti, diretor da Associação Brasileira de Empresas de Controle Biológico (ABCBio), o ramo tem aumentado de forma significativa no país, crescendo 77% no último ano agrícola.

O que são? Como funcionam?

Os defensivos biológicos mantém e aumentam as capacidades da indústria do agro utilizando dos mecanismos naturais, ou seja, o controle de pragas e doenças acontece com base em organismos vivos.

Há identificação das espécies, monitoramento de condições ambientais e avaliação de necessidade de controle. Para proteger a lavoura, utiliza-se inimigos naturais das pestes que assolam a plantação. Podem ser usados fungos ou animais predadores nesse processo, por exemplo.

Para fazer o controle biológico, utiliza-se pelo menos uma dentre as relações de antagonismo, que acontece naturalmente entre espécies dentro de um mesmo ecossistema:

  • Antagonismo direto: Nele acontece o hiperparasitismo ou a predação, no qual o predador ou parasita destrói ativamente a peste.
  • Antagonismo indireto: É a incapacitação indireta da peste. Pode ocorrer por indução de resistência das plantas ou através da concorrência interespécie, por exemplo.
  • Antagonismo de caminho misto: Há uma interferência na peste usando a combinação de técnicas, como o uso de antibióticos mais barreiras físicas.

Futuro promissor

Com os avanços tecnológicos em áreas como a biologia molecular e a química analítica, o panorama para os defensivos biológicos é promissor. Ainda que no Brasil somente 5% da produção rural utilize estes defensivos, espera-se para o ano de 2020 o movimento de US$ 5 bi.

Tudo isso, é parte de uma renovação na agricultura, que planeja uma forma de cultivar sustentável tanto econômica quanto ambientalmente. O que resulta em qualidade de vida para o produtor rural e também para o consumidor.

Fonte: Globo Rural, Aegro

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