Segundo o presidente da maior cooperativa de café do mundo, produtores brasileiros protegeram seus preços e garantiram lucratividade.

Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da Cooxupé, afirmou em webinar na última segunda-feira, dia 15, que a cafeicultura ainda não sentiu impactos sérios vindos da atual pandemia.

Fatores favoráveis

Melo, disse que ao contrário de 2019, este ano as cotações começaram a melhorar, então o produtor pôde proteger sua produção na bolsa.

Outro ponto positivo para os cafeicultores brasileiros foi a demora na chegada do surto no país. Tanto a colheita quanto a venda da safra 2019/2020 já tinha sido feita antes da gripe alcançar o Brasil.

Além disso, importantes feiras do setor também aconteceram logo antes da chegada do vírus em solo nacional. Com isso, os negócios não foram afetados.

Futuro incerto

Porém, existe muita incerteza quanto ao futuro. Ainda não se sabe quais serão as consequências desta crise, e o quanto ela afetará o setor.

Mas, alguns reflexos da pandemia já podem ser observados. Na Ásia, 50 lojas da rede StarBucks fecharam, afetando diretamente a exportação da cooperativa, e o consumo de cafés especiais caiu.

A perda do poder aquisitivo geral também gerará mudança de hábitos. Os consumidores devem ficar mais retraídos, e no objetivo de economizar, consumirão menos a bebida.

Ainda assim, Melo diz que o governo federal têm ajudado o setor, e que políticas em favor da cafeicultura são bem conduzidas.

Fonte: Canal Rural

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